O SEBRAE, ao longo do tempo, vem atuando em ações e projetos que têm como foco a Economia da Cultura e a Culturalização da Economia, permitindo a valorização da cultura brasileira nos produtos e serviços das micro e pequenas empresas e incentivando o empreendedorismo cultural.

No momento em que a geração de oportunidades de emprego e renda se transforma em prioridade nacional, a Economia da Cultura se valoriza como um setor que pode atender a essa demanda, principalmente em localidades onde a industrialização é precária ou pouco desenvolvida, substituindo ou complementando outros setores, que enfrentam situações de declínio, face o aumento da concorrência internacional.

Na economia brasileira, a Cultura é responsável por cerca de 4% do Produto Interno Bruto, englobando em 2003, 269.074 empresas e 1.431.449 pessoas ocupadas, sendo 1.007.158 assalariados, segundo os dados do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE, do IBGE. Os gastos com cultura representam em média 4,4% do total de despesas efetuadas pelas famílias brasileiras.

Esta é uma nova forma de se observar as questões culturais. Vê-se a cultura tanto pelo lado da cidadania, que segundo Marilena Chauí precisa ser pensada como integrante dos direitos do cidadão , como pela capacidade de ampliar as oportunidades de geração de renda e de empregos, que são proporcionadas pela produção cultural, seja no âmbito da localidade onde ocorre, como para consumo em outros locais.

Segundo Lages , a cultura se apresenta como um conjunto de recursos, ativos a serem mobilizados e transformados em empreendimentos e negócios, ou como amálgama de grupos de empresas, instituições e atores do desenvolvimento.

Há que se considerar também que as ofertas de cultura e de entretenimento se baseiam principalmente no setor de serviços, que envolve o maior contingente de micro e pequenas empresas e absorve mais oportunidades de empregos do que os demais, pois envolve pessoas de diversas experiências e formações, desde as mais básicas às complexas, e assim abre melhores possibilidades para que as pequenas localidades conquistem o desenvolvimento sustentável.

Nesse sentido, o Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura do Ministério da Cultura preconiza como seus eixos principais, o reconhecimento das vocações e identidades; a capacitação empreendedora; o acesso a financiamento e serviços financeiros; a promoção de negócios; a inovação, tecnologia e aprendizagem; a formação de redes; as políticas públicas; e a comunicação e difusão.

Além de todas as características inseridas nas atividades que compõem a Economia da Cultura, outra tendência que favorece as pequenas localidades é apropriar-se de “características culturais” como forma de agregar valor aos produtos e serviços oferecidos, tornando o consumo desses bens de valor cultural uma questão de enriquecimento imaterial e de consciência. É a Culturalização da Economia, materializada em estratégias de marketing, inovação, design, gestão, conceitos e formato de negócios.

As possibilidades de Culturalização da Economia ampliam as oportunidades para que as micro e as pequenas empresas, bem assim as localidades, possam agregar aos seus produtos e serviços, como diferencial e estratégia de negócio, os valores culturais que aproximam o consumidor pelo encantamento.

Identificar as melhores alternativas de uso das questões culturais em Três Rios, para que seja possível “culturalizar a economia local” a partir daquilo que lhe é autêntico e que tem raízes históricas, legitimação social e integra os sistemas simbólicos e que podem gerar vínculos positivos para agregar valor aos produtos da localidade, incentivar novos negócios e gerar empregos, é a finalidade principal deste trabalho.

Mais informações: www.sebraerj.com.br

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